quinta-feira, 26 de setembro de 2013

POLICIA PEDE PREVENTIVA PELA SEGUNDA VEZ

JORNAL DO COMERCIO 26/09/2013

Polícia vai pedir preventiva de suspeitos de desvio

Solicitação já havia sido feita, mas foi indeferida pela Justiça



Isabella Sander


SINDBANCÁRIOS/DIVULGAÇÃO/JC

Ao lado de Salles, Nunes (d) disse que valor pode chegar a R$ 5 milhões

Após desarticular, na segunda-feira, a quadrilha responsável por fraudar ações coletivas do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Fazenda Estadual (Defaz), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), estuda renovar o pedido de prisão preventiva ou temporária dos sete suspeitos. Conforme o delegado Daniel Mendelski Ribeiro, responsável pela Operação Ourives, três deles foram presos por posse irregular de arma de fogo de calibre permitido, sendo dois em Alegrete e um em Porto Alegre, mas saíram sob fiança e respondem em liberdade. O laudo final deve estar pronto em 30 dias.

A investigação, iniciada em junho de 2012, já confirmou desvio de quase R$ 1,5 milhão. Porém, segundo o delegado titular da Defaz, Joerberth Nunes, esse valor pode chegar a R$ 5 milhões. “Um ex-funcionário da tesouraria do sindicato faz parte da quadrilha e era ligado a pessoas que funcionavam como laranjas. Entre eles, há um ex-conselheiro da entidade”, afirma. Não há indícios de participação de membros da direção do SindBancários no esquema.

O sindicato já ressarciu as 50 pessoas prejudicadas nos nove processos fraudados e deve entrar com uma ação após a finalização do inquérito para recuperar esse dinheiro. As ações investigadas ocorreram entre 2004 e 2012.

O presidente do SindBancários, Mauro Salles, explica que as suspeitas surgiram ao ser notada uma mudança no padrão de vida do funcionário. “Nós começamos a desconfiar ao ver as posses dele e uma elevação anormal nas contas-correntes da entidade em alguns processos trabalhistas coletivos. Aí, fizemos uma investigação interna e contratamos uma auditoria externa”, relata.

Nessa auditoria, foram identificadas irregularidades em pagamentos e em alguns processos, o que fez a entidade buscar a Defaz. A orientação da Polícia Civil é que os bancários que tiverem dúvidas sobre se têm algum dinheiro a receber devem buscar o sindicato pelo telefone (51) 3433.1200.

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